Defesa de preso em operação do MP diz que ele teve “graves problemas de saúde por prisão ilegal”

A defesa do presidente afastado do Instituto Municipal de Assistência à Saúde (IMAS) da prefeitura de Goiânia, Sebastião Peixoto, disse em nota que sua “prisão desnecessária” e “ilegal” provocou um grave problema em sua saúde. Sebastião mais cinco pessoas foram presas por supostas irregularidades na contratação de clínicas médicas.

Confira abaixo a íntegra da nota

“A defesa de Sebastião Peixoto lamenta profundamente as consequências de sua prisão. Os órgãos de persecução banalizaram a prisão e as consequência decorrentes de sua execução.

Sebastião Peixoto teve, em razão da pressão emocional do encarceramento (desnecessário), grave problema de saúde. Foi submetido a exames nessa tarde e, contra recomendação médica, encaminhado agora à noite ao núcleo de custódia. Tivessem um procedimento mais racional e humano ele teria sido intimado, ouvido e enfim, se fosse o caso, processado. Na pior das hipóteses, uma medida cautelar de proibição de contado ou acesso ao IMAS. Mas, o contrário foi feito. Foi preso, exposto e humilhado. Por orientação de sua defesa, Sebastião já se encontra afastado do IMAS. Ademais, a empresa investigada não recebeu valores oriundos do contato celebrado com tal instituto.

Já tivemos no país situações traumáticas com o uso excessivo da força, dentre eles o suicídio de um reitor. Tudo para quê? Para tornar mais fácil uma investigação. O preço dessas atitudes é muito alto!

A defesa prepara o ingresso das medidas necessárias à revogação da prisão ilegal e arbitrária de Sebastião, mas o dano irreparável já está feito.

Romero Ferraz Filho e Luís Alexandre Rassi”.