“Ação da polícia foi perfeita, do ponto de vista doutrinário e operacional”, diz secretário

Release distribuído agora há pouco pela assessoria de imprensa da Secretaria de Segurança Pública:

O secretário da Segurança Pública e Justiça de Goiás, Joaquim Mesquita, classificou como perfeita do ponto de vista doutrinário e operacional a atuação da Polícia Militar durante a manifestação contra o aumento da tarifa de ônibus, ocorrida na noite de terça-feira. Durante entrevista coletiva na tarde desta quarta-feira, o secretário afirmou que os policiais agiram dentro dos preceitos legais para garantir a segurança tanto dos usuários do transporte coletivo quanto dos próprios manifestantes.

Joaquim Mesquita apresentou imagens geradas por emissoras de televisão da capital que demonstram que, no início do protesto, viaturas da Polícia Militar faziam a escolta dos participantes, sem qualquer interferência. A situação mudou quando grupos tentaram invadir o terminal da Praça da Bíblica e começaram a incendiar ônibus.

“Vivemos em uma democracia e as manifestações são legítimas. A polícia garante, inclusive, a segurança de um protesto ordeiro. Mas quando pessoas começam a agredir, depredar, não há outra alternativa senão uma ação mais enérgica, dentro da legalidade”, avalia.

Segundo a Polícia Militar, 13 ônibus foram depredados (sendo três incendiados), uma agência bancária e um carro particular foram incendiados e dois policiais militares foram feridos – um deles teve costelas quebradas.

A Polícia Militar também apreendeu coquetéis molotov, pedras, barras de ferro e artefatos feitos de prego. Todo o material foi levado para o 1º Distrito de Polícia e estava com os manifestantes. Imagens coletadas nas redes sociais também demonstraram que os organizadores do movimento incitaram as atitudes violentas. “Foram várias ações que consideramos criminosas”, avaliou o secretário.

Comandante-geral da PM, o coronel Sílvio Benedito Alves afirmou que a Polícia Militar agiu para garantir o direito de manifestação. No início do protesto, segundo o comandante, a Tropa de Choque nem havia sido chamada, o que foi necessário quando os manifestantes invadiram o terminal de ônibus e iniciaram a depredação.

Sílvio Benedito elogiou o trabalho da tropa, mesmo em um clima tenso. “Nenhum policial usou arma letal”, garantiu. O comandante-geral da PM informou, ainda, que a corporação está em alerta caso novos tumultos ocorram.

O delegado-geral da Polícia Civil, João Carlos Gorski, afirmou que, a partir de agora, as investigações terão foco na identificação das pessoas que cometeram crimes durante a manifestação – 24 foram detidas, mas todas já liberadas. Segundo ele, as investigações iniciais indicam crimes de desordem, depredação, formação de quadrilha e ameaça. A Polícia Civil tem 30 dias para concluir o inquérito.