(Urgente) Zé Eliton: “Jamais fiz qualquer coisa que violasse qualquer regra legal”

O ex-governador de Goiás, José Eliton (PSDB), deu uma coletiva de imprensa na noite desta sexta-feira, 29, após prestar depoimento na Polícia Federal sobre a Operação Decantação. À imprensa ele garantiu que jamais fez qualquer coisa que violasse regras legais.

“Fui com tranquilidade prestar os esclarecimentos devidos e respondi a todas as perguntas, muitas das quais eu não tinha conhecimento”, disse. Eliton disse, ainda, que os supostos depósitos realizados pela Secretaria de Segurança Pública (SSP), enquanto era o titular, para a Sanefer, nunca foram feitos.

“Jamais me reuni com quem quer que seja para tratar desse fato e disse que a sistemática de pagamento do governo do Estado não permite tal situação, na medida em que pagamentos de concessionárias e demais áreas de governo são definidas pela área fazendária, não pelas secretarias especificas do governo”, explicou.

Sobre as viagens em aviões da empresa Sanefer, Eliton disse que todos os voos foram registrados. “Fizemos contratos de prestação de serviços, registrados há anos inclusive na Justiça Eleitoral, alguns particulares foram feitos em nível de carona e esclarecemos ponto a ponto cada voo com seus respectivos registros, não deixando margem de dúvida sobre essa situação”, disse.

El também disse que esclareceu um depósito feito por ele conta de Carlos Eduardo, sócio da Sanefer. “Foi feita uma transferência bancária oriunda de um financiamento rural, que fiz em 2015. “Juntei cópia da minha declaração de renda, cópia da GTA, que comprova que fiz aquisição de 45 bezerros machos e 54 fêmeas, totalizando 99, no valor total de R$ 101, 7 mil, que eu paguei e está devidamente registrado e entregue à policia”, esclareceu.

Por fim, Eliton disse que tem idoneidade em toda essa investigação. “Assumi a SSP em 2016 e seria impossível minha atuação nas campanhas de 2008, 2010. Em 2008 eu sequer político era, sequer exercia mandato eletivo. Jamais fiz quais quer coisa que violasse qualquer regra legal”, encerrou. (Texto Elisama Ximenes/Jornal Opção)