(Exclusivo) Fatura Final: a operação que não deu certo. Veja os motivos

(Exclusivo) No dia 21 de fevereiro de 2019,  o Ministério Público deflagrou a operação Fatura Final e apreendeu o presidente do Assistência a Saúde e Social dos Servidores Municipais de Goiânia (Imas), Sebastião Peixoto. No dia seguinte,  a Justiça mandou solta-lo. Aproximadamente 200 processos foram levados pelo Ministério Público e dez dias depois devolvidos. De acordo com um funcionário do Imas, que não quis se identificar, os processos voltaram do mesmo jeito que saíram. Nenhuma prova foi encontrada. O aparelho celular funcional de Sebastião Peixoto também foi devolvido. Não havia nada que pudesse comprometê-lo. Agora, a Justiça devolveu o processo ao Ministério Público.  O juiz do caso considerou não haver comprovação de dano ao erário.
A defesa de Sebastião Peixoto provou que não houve desvio de dinheiro. Pelo contrário, quando descobriu a tentativa de corrupção, Sebastião demitiu o diretor de Assistência à Saúde do Servidor do órgão, o geriatra Carlos Henrique Duarte Bahia, e pediu uma auditoria interna, feita pela controladoria, que constatou as irregularidades. A própria controladoria indicou o nome da nova diretora, Maria Madalena Rezende Monteiro. Sebastião Peixoto aceitou a indicação e deu total apoio a auditoria, solicitou apoio do CONAS, conselho administrativo composto por 10 integrantes, sendo cinco sindicalistas, que fiscaliza as ações do presidente do Imas, e posteriormente enviou o caso ao Ministério Público.
A favor de Sebastião Peixoto, o fato que ele criou o Portal de Transparência do Imas, onde a tentativa de corrupção foi descoberta, e em nenhum momento tentou barrar a investigação. Para os advogados houve exagero por parte dos promotores até na denúncia, pois na peça aparece o valor de R$ 10 milhões de reais, porém esse valor não foi pago. O contrato teria validade de cinco anos e seria pago de acordo com os serviços prestados, mas ao descobrir a intenção de fraude,  Sebastião não autorizou o pagamento e não houve dano aos cofres públicos. A Operação Fatura Final não conseguiu provar absolutamente nada e corre o risco de entrar para a história como o maior fiasco do MP.