Adial rachada: empresários reagem contra a passividade de Otavinho diante de Caiado

Sempre unida e pacificada na defesa dos interesses das grandes empresas que atuam em Goiás, a Associação Pró-Desenvolvimento Industrial do Estado de Goiás (Adial) pela primeira vez na sua história está rachada.

Como no dilema capital de Hamlet, os integrantes da entidade se dividem entre enfrentar ou não o governador Ronaldo Caiado na questão da tesourada nos incentivos fiscais.

Os empresários que querem ir para o pau contra Caiado estão fora do comando da Adial e defendem a judicialização do debate sobre o contratos já firmados – e mesmo a transferência das empresas para o Distrito Federal.

A outra banda, capitaneada por Otavinho Lage, presidente da entidade, quer uma composição com governo, mesmo não havendo nenhuma sinalização de Caiado, cedendo os anéis para salvar os dedos.

O empresários que se opõem à passividade de Otavinho dizem que ele e seu grupo não querem enfrentar Caiado porque não têm como transferir suas usinas para Brasília.

Um fato, porém, é certo: foi a passividade de Otavinho diante de Caiado que ensejou o racha na Adial.