Procurador Ailton Benedito diz ser vítima de “censura” contra sua indicação à Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos

Veja abaixo matéria do Estadão sobre o caso:

“Tentativa de censura”. Assim reagiu o procurador da República em Goiás Aílton Benedito ao parecer de Déborah Duprat, da Procuradoria dos Direitos do Cidadão, contra sua indicação à Comissão Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos. Autoproclamado ‘conservador’, ele foi alvo de recomendação contra sua indicação. Em resposta, encaminhou pedido para que seja aprovado à cadeira pelo Conselho Superior do Ministério Público Federal.

“A ironia do caso é que o tema de fundo alcança tentativa de censura, que lamentavelmente marcou a história do “Regime de 1964”, enquanto a instituição que deveria ser a primeira a combatê-la, nesta Casa, busca utilizá-la para, sem fundamentação jurídica, impedir a designação de um membro específico do MPF para a CEMDP”, afirma.

A Comissão, criada 1995, tem a competência de reconhecer e localizar os corpos de desaparecidos políticos entre 1961 a 1988, no período que compreende anos que antecederam a Ditadura Militar (1965-1985) e a aprovação da Constituição.