segunda-feira , 9 março 2026
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Comissão do Senado rejeita projeto de Caiado para destinar 10% dos recursos do FCO em municípios do Entorno do DF

A comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo do Senado (CDR) rejeitou nesta quarta-feira (21) o projeto de lei do ex-senador e atual governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), que determinava a reserva de 10% do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) para ser aplicado nos municípios que compõem a Rede Integrada de Desenvolvimento do DF e Entorno (RIDE). O senador Izalci Lucas foi o relator da proposta na CDR.

Os recursos dos fundos que são utilizados para ajudar o Distrito Federal financeiramente tanto para custear despesas com pessoal como para investimentos sempre foram objetos de desejo de políticos de outros estados. O Fundo Constitucional do DF (FCDF) foi criado em 2002 para cobrir a folha de pagamento da área da saúde, segurança e educação. Já o FCO, criado em 1989, tem como finalidade promover o desenvolvimento socioeconômico por meio de programas de financiamento para o setor empresarial e produtivo.

Em seu parecer, o senador Izalci Lucas, que é o presidente da CDR, ressaltou que a responsabilidade quanto a investimentos e a realização de benfeitorias para as cidades da RIDE não cabe apenas ao Distrito Federal. “O DF vem ao longo dos últimos anos sempre contribuindo para o desenvolvimento das cidades do Entorno, porém, não podemos ficar responsáveis por estar sempre destinando recursos para a região e os outros estados não fazerem o dever de casa. A população dessas cidades precisam ter uma melhor qualidade de vida”, justificou.

Izalci destacou ainda que os recursos do FCO são primordiais para os setores produtivos. “A verba do FCO é utilizada para reduzir as desigualdades da nossa região e financia a produção das empresas. Fora que o DF também faz parte da RIDE e os recursos são alocados conforme as diretrizes e prioridades apontadas pelo Conselho Deliberativo do Desenvolvimento do Centro-Oeste”, afirmou o senador.

O projeto de lei já havia sido rejeitado pela Comissão de Assuntos Econômicos e faltava apenas a manifestação da CDR. Com a rejeição da proposta nas duas comissões, o Senado arquivará o projeto de lei.

“Essa proposta não seria capaz de produzir os resultados necessários. Por isso, que meu parecer foi pela rejeição do projeto de lei”, apontou Izalci Lucas.

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