terça-feira , 16 julho 2024
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Senadora Kátia Abreu (CNA) abre fogo contra Friboi: “Campanha é uma ameaça ao equilíbrio do mercado”

Veja matéria publicada no site Pecuária.com.br:

 

CNA abre fogo contra o JBS Friboi

A presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), senadora Kátia Abreu, durante
reunião com a diretoria da Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), manifestou sua preocupação
com a agressiva campanha de marketing que a JBS Friboi colocou nos meios de comunicação por entender que a referida campanha “representa uma ameaça ao equilíbrio do mercado de carne bovina no Brasil ao divulgar que sua marca é a única com atributos de qualidade”.

“A pretensão do JBS, utilizando-se de recursos públicos e financiamentos com juros de pai para filho, que as demais empresas não têm, é destruir a concorrência e formar seu sonhado monopólio”, afirmou Kátia Abreu.

O presidente da Abrafrigo, Péricles Salazar, agradeceu o apoio da CNA em relação ao assunto e informou que a associação estuda medidas legais cabíveis contra esse tipo de publicidade antiética e enganosa. A Abrafrigo já entrou com uma representação junto ao Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar) pedindo medidas urgentes. “Queremos a suspensão desta campanha publicitária por ser danosa à cadeia econômica da carne”, disse Salazar. 

A reunião ocorreu na última terça-feira (09/07), ocasião em que a presidente da CNA destacou temas como o Plano Nacional de Defesa Agropecuária, o interesse da entidade num acordo comercial entre o 
Mercosul e a União Europeia, além da realização de um Seminário Internacional, em setembro, na cidade de Pequim, na China, de promoção de produtos brasileiros, especialmente a carne bovina. 

Durante o encontro, a presidente da CNA entregou a Abrafrigo proposta para que a entidade participe de
uma campanha de marketing cujo objetivo é divulgar o agronegócio. Pelé e Murilo Benício, contratados
da instituição, poderão realizar publicidade da carne brasileira, destacando que o produto vendido nos
supermercados é inspecionado e de boa qualidade para o consumo, independentemente da marca ou do rótulo que a mesma contenha. “A marca que vale é a do Sistema de Inspeção Federal, Estadual ou Municipal (SIF)”, destacou Kátia Abreu.

A presidente da CNA criticou, ainda, medidas coercitivas e arbitrárias, praticadas pelo Ministério Público
Federal (MPF), em especial os Termos de Ajustamento de Conduta (TACs) impostos aos frigoríficos e supermercados do país. Os frigoríficos estão sendo pressionados a assinar os TACs que lhes impõem obrigações sem respaldo legal e que são impossíveis de serem cumpridas. Esses TACs abrem espaço a interpretações subjetivas, atentando contra a segurança jurídica da atividade no Brasil. Apesar disso, os frigoríficos que se recusam a assiná-los estão sendo coagidos. Ou assinam, ou respondem à ação civil pública, e ainda ficam sujeitos ao pagamento de indenizações exorbitantes. Com informações da CNA.

Notícia publicada em: 12/07/2013