sexta-feira , 6 março 2026
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Relatora da CPI das Bets pede o indiciamento de Virginia Fonseca, por publicidade enganosa e estelionato

• Influenciadoras na mira da CPI

A senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS), relatora da CPI das Apostas Esportivas, recomendou o indiciamento de 16 pessoas por envolvimento em crimes como estelionato, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

O relatório, apresentado nesta terça-feira, aponta influenciadoras como Virgínia Fonseca e Deolane Bezerra, além da advogada e ex-BBB Adélia Soares, como participantes de práticas ilícitas no setor.

Segundo a CPI, Virgínia teria feito apostas simuladas durante ações publicitárias, o que, para o colegiado, configura propaganda enganosa e indução ao erro dos seguidores.

• Laranjas e movimentações suspeitas

Deolane Bezerra é citada no relatório por crimes como estelionato, lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa. Ela teria usado “laranjas” para manter influência sobre a empresa Zeroumbet, mesmo após deixar formalmente o quadro societário.

A CPI também identificou movimentações financeiras incompatíveis com as declarações de Imposto de Renda da influenciadora e seus filhos. Já Adélia Soares, advogada de Deolane, foi indiciada por integrar um grupo investigado por abrir empresas de fachada junto a cidadãos chineses, com o objetivo de explorar ilegalmente jogos de azar no país.

• Lista dos indiciados:

Entre os 16 nomes citados no parecer da senadora Soraya estão:

– Virginia Fonseca, por publicidade enganosa e estelionato;
– Deolane Bezerra, por estelionato, lavagem de dinheiro e organização criminosa;
– Adélia Soares, por lavagem de dinheiro e falsidade ideológica;
– Marcus Vinicius Freire, por corrupção ativa, tráfico de influência e sonegação fiscal;
– Jorge Barbosa Dias e Bruno Viana Rodrigues, por exploração ilegal de jogos e organização criminosa;

Além deles, nomes como Daniel Pardim, Ana Beatriz Scipiao, Leila Pardim e outros também foram relacionados no relatório. A CPI agora aguarda a deliberação das autoridades judiciais e do Ministério Público sobre os encaminhamentos legais.

Veja no vídeo;

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