• Início do relacionamento
Edith Nadine Wisner, uma jovem norte-americana, conheceu Raul Seixas entre 1964 e 1965, em Salvador (BA), onde morava com o pai George Wisner, que era viúvo e tinha mais três filhos. O namoro começou em meio a festas da juventude local, mas enfrentou forte oposição familiar.
Para afastá-los, o pai de Edith a enviou de volta aos Estados Unidos para concluir os estudos. Durante cerca de um ano, o casal manteve contato por meio de cartas diárias, até que Edith retornou ao Brasil.
Para convencer o sogro a aceitar o casamento, Raul prometeu abandonar a música e prestar vestibular para Direito, o que nunca aconteceu.
• Conflitos conjugais
Depois do casamento, em 1967, Edith passou a acompanhar a rotina de Raul, inclusive viajando com a banda Os Panteras durante turnês. Ela trabalhava como professora de inglês e chegou a coassinar com Raul a música “Let Me Sing, Let Me Sing”, apresentada no Festival Internacional da Canção, em 1972.
O casamento, no entanto, começou a ruir com a intensificação do uso de drogas por parte de Raul, a amizade com Paulo Coelho e a crescente aproximação do cantor com doutrinas ocultistas, especialmente os ensinamentos de Aleister Crowley.
Edith, com formação cristã ortodoxa, ficou assustada com a mudança de comportamento do marido.
• Fim da relação
Em 1974, após flagrar traições e enfrentar conflitos constantes, Edith decidiu colocar um ponto final definitivo no relacionamento.
Sem avisar Raul, ela vendeu o apartamento da família no Rio de Janeiro e retornou aos Estados Unidos, levando consigo a filha Simone Vannoy, nascida em 1970. Desde então, Rompeu qualquer contato com Raul Seixas.
A última vez que Edith se manifestou publicamente foi em 2012, através de uma breve nota lida pela filha durante o documentário “Raul: O Início, o Fim e o Meio”, na qual afirmou: “Fechei essa parte da minha vida e não quero reviver essa época.”

















