sexta-feira , 6 março 2026
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Caiado passa por cima do Ministério Público e entrega obras para OSC — ditador goiano ignora leis e atropela instituições

• Instituições atropeladas

Desde que assumiu o governo de Goiás, Caiado (UB) age como dono do Estado. Bate o chicote e a Assembleia Legislativa agacha. Com estilo autoritário e centralizador, atropela instituições e não tolera questionamentos.

A mais recente demonstração disso foi a assinatura de um contrato bilionário, sem licitação, com a OSC Ifag, mesmo após recomendação expressa do Ministério Público de Goiás para suspender o processo.

A promotora Leila Maria de Oliveira alertou para ilegalidade e risco de improbidade, mas foi atacada publicamente por Caiado e pelo procurador-geral Rafael Arruda.

• Contrato nebuloso

O termo de colaboração assinado em 23 de junho, no valor de R$ 1,167 bilhão, prevê sete obras com prazos de até 31 meses, mas os custos saltaram quase 70% em relação ao previsto no chamamento público anterior.

O valor inclui despesas com pessoal, mobiliário, consultorias e salários de até R$ 40 mil para diretores do Ifag. Ao invés de responder aos questionamentos com transparência, o governo opta por esconder documentos, divulgar contratos tardiamente e reagir com ataques.

A promotora levou o caso ao STF, alegando burla ao processo licitatório e tentativa de privatização disfarçada da infraestrutura pública goiana. Em Goiás, parece que só a palavra do governador vale — nem que seja à força.

• Quem vai pagar a conta?

Caiado governa sem diálogo e sem prestação de contas, como se estivesse acima da lei. Seu governo já viu um escândalo semelhante explodir em janeiro, com a operação “Obra Simulada”.

Em janeiro o ex-presidente da Goinfra, Lucas Vissoto, foi preso após descoberta de fraudes em contrato de R$ 27,8 milhões, com prejuízo de R$ 10,4 milhões aos cofres públicos.

Agora, o presidente da Goinfra, Pedro Sales, repete o caminho — ao assinar obras com vícios de origem, ignorando alertas do MP e insistindo em um modelo jurídico questionável. A história ensina, mas o governo Caiado prefere o improviso. Pedro Sales pode dar adeus ao seu CPF. No futuro as manchetes mostrarão o seu destino.

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