sexta-feira , 6 março 2026
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Goiás violento: Facção criminosa matou dono de bar que denunciava tráfico de drogas à polícia em Goiânia

Criminalidade

• A Polícia Civil de Goiás deflagrou nesta quarta-feira (22) a Operação Cerrado para prender suspeitos de envolvimento no assassinato de um comerciante de 60 anos, morto em julho, em Goiânia. O empresário era dono de um bar e colaborava com a Polícia Militar, repassando informações sobre o tráfico de drogas na região. O crime foi ordenado por uma facção criminosa que atua no Jardim Cerrado e flagrado por câmeras de segurança.

A operação

• A ação cumpriu 10 mandados de prisão e 8 de busca e apreensão em Goiânia, Trindade, Guapó e Araguaína (TO).

• As investigações apontam que o grupo é responsável por pelo menos cinco homicídios ligados ao tráfico de drogas.

• Segundo o delegado Vinicius Teles, a execução foi meticulosamente planejada, com aluguel de arma, compra de motocicleta e envolvimento de mulheres na logística.

O crime

• O homicídio ocorreu em 29 de julho, no Setor Aeroviário, quando o comerciante fechava o bar. O vídeo de segurança mostra o atirador descendo de moto e atirando pelas costas da vítima, que tenta se proteger atrás do balcão.

• Os disparos atingiram o braço, ombro, pescoço e cabeça do empresário. O executor foi preso dois dias depois pela Polícia Militar.

• De acordo com a Polícia Civil, o crime foi motivado pelas denúncias feitas pela vítima, que geraram prisões e prejuízos à organização criminosa.

Os suspeitos

• O grupo é liderado por Yuri Alexandre Sousa Andrade, o “Cerradão”, de 22 anos, foragido na favela da Rocinha (RJ), com mandados por quatro homicídios e tráfico.

• Entre os presos estão Julyo César Rodrigues Bonfim, articulador da logística do crime, e Ana Beatriz Santana Vilaça, companheira de Yuri, detida em Araguaína.

• Outros envolvidos são Vinícius Eduardo Nascimento, responsável pelo aluguel da arma; Jefferson Pereira Santos e Sabrina Ferreira Mendes, que ajudaram no transporte e fuga; além de Renan Arriel Pereira e Luís Felipe Praxedes, que providenciaram a motocicleta usada no assassinato.

• Ao todo, já foram cumpridas 50 medidas judiciais contra integrantes do grupo.

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