• Irregularidades na saúde
Nesta quarta-feira (24), o prefeito de São Simão, Wallisson José de Freitas, e o ex-secretário municipal de Saúde, Guilherme Stival Cândido, foram alvos de operação da Polícia Civil que investiga suspeitas de fraude em um contrato de R$ 1,5 milhão firmado para prestação de serviços de unidade móvel de saúde no município.
• Direcionamento
Segundo decisão do Tribunal de Justiça de Goiás, as investigações identificaram indícios de direcionamento do credenciamento, favorecimento à empresa contratada e pagamentos considerados irregulares. A apuração envolve o Contrato nº 64/2023, firmado com a Clínica Med Center Ltda.
• Há suspeitas de superfaturamento
De acordo com os autos, a Polícia Civil encontrou indícios de valores superiores aos praticados em contratações anteriores. A investigação aponta que determinados procedimentos médicos chegaram a apresentar valores até 130% acima dos preços normalmente utilizados como referência pelo poder público.
• Planilhas apresentam divergências
Os investigadores também identificaram inconsistências em relatórios de atendimentos médicos, registros em duplicidade e incompatibilidades entre as informações apresentadas pela empresa contratada e os dados fornecidos por profissionais que participaram dos mutirões realizados no município.
• Justiça autorizou buscas e quebra de sigilos
Além dos mandados de busca e apreensão, a decisão judicial autorizou a quebra dos sigilos bancário e fiscal dos investigados, bem como o acesso a dados telemáticos e eletrônicos. Também foram alvos das medidas o empresário Jefferson Paula Guedes e as empresas Clínica Med Center Ltda. e Med Center Brasil Ltda.
• Suspeita envolve desvio de recursos públicos
A Polícia Civil apura a existência de um possível esquema envolvendo manipulação de registros de atendimentos médicos, favorecimento contratual e potencial desvio de recursos públicos destinados à saúde da população de São Simão.

















