sexta-feira , 6 março 2026
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Cabeleireiro é condenado por áudios racistas e homofóbicos: “não contrato gordo, petista, preto e viado”

Discriminação

• O cabeleireiro Diego Beserra Ernesto, de 38 anos, foi condenado por injúria racial e discriminação após enviar áudios afirmando que não contratava “gordo, petista, preto, feminista e viado”. As declarações foram enviadas a um colega de trabalho, também cabeleireiro, que é negro, e vieram à tona após denúncia ao Ministério Público de São Paulo.

Ofensas gravadas

• Nas mensagens, gravadas em janeiro de 2023, Diego afirmou que “pretos se fazem de vítimas da sociedade” e que “mulheres gordas e pretas não têm responsabilidade na vida”.

• O cabeleireiro também disse não contratar “mulheres de cabelo curto” e “principalmente viado”, rindo enquanto fazia os comentários.

• As declarações foram enviadas a Jeferson Dornelas, profissional negro que sublocava uma cadeira no salão em Perdizes, e mencionavam uma candidata negra que havia desistido de trabalhar no local.

Depoimentos e defesa

• A mulher alvo das ofensas relatou que desistiu da vaga porque o dono do salão a olhou com “ar de desprezo” durante o teste.

• Interrogado, Diego admitiu a autoria dos áudios e disse estar “arrependido” do termo usado contra homossexuais, alegando que suas expressões teriam sido “mal interpretadas”.

• A defesa afirmou que os áudios foram obtidos ilegalmente e que o conteúdo teria sido retirado de contexto.

Condenação

• A Justiça condenou Diego a pagar R$ 15.180 à profissional ofendida e o mesmo valor a um fundo público por danos morais coletivos.

• Ele também recebeu pena de 2 anos, 4 meses e 24 dias de prisão, substituída por prestação de serviços comunitários e pagamento de um salário-mínimo a uma instituição social.

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