• E se a casa cair?
O Estádio Serra Dourada foi praticamente vendido pelo governo Caiado (PSD), com total participação do vice-governador Daniel Vilela (MDB) por preço de bananas, em um projeto apresentado como investimento bilionário, e entregue a um grupo ligado ao banqueiro Daniel Vorcaro, preso no escândalo do Banco Master.
• Digitais de Vorcaro
A Construcap, responsável pela execução do projeto, teria como braço financeiro a Reag Investimentos.
A situação da empresa mudou quando o Banco Central do Brasil decretou a liquidação da Reag Investimentos no dia 15 de janeiro, após identificar graves violações de normas do sistema financeiro, incluindo falhas de compliance e auditoria.
A decisão foi motivada por suspeitas de participação em fraudes bilionárias e desvio de recursos ligados ao Banco Master, instituição controlada pelo banqueiro Daniel Vorcaro.
• Esquema milionário
Reportagem da Folha de S.Paulo revelou operações financeiras milionárias envolvendo fundos ligados à estrutura do Banco Master. Em um dos casos, Vorcaro comprou cotas do fundo Huns II por R$ 2,5 milhões e no dia seguinte vendeu os ativos para o fundo Itabuna por cerca de R$ 249,5 milhões.
O banqueiro teria faturado em jogadas semelhantes meio bilhão da noite para o dia. E quem estava por trás de tudo? A Reag Investimentos, a mesma parceira da Construcap no Serra Dourada.
• Lavagem para facções criminosas
As apurações também mencionam suspeitas de que estruturas financeiras ligadas à REAG e ao Banco Master poderiam ter sido utilizadas em esquemas de lavagem de dinheiro para empresas ligadas ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
Se a Polícia Federal investigar as motivações escondidas nessa negociação do Serra Dourada, vai encontrar muita gente graúda da política goiana envolvida no esquema.
Diante desse cenário seria interessante ouvir as explicações de Caiado e Daniel Vilela sobre o futuro do estádio Serra Dourada.

















