• Cocaína em avião abriu caminho para investigação
A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (12) a Operação Rota Andina, desdobramento da apreensão de 470 kg de cocaína encontrados em uma aeronave em Santa Rita do Araguaia, no sudoeste de Goiás, em abril de 2025. A ação mira uma organização suspeita de atuar no tráfico internacional de drogas.
• Mais de 70 mandados são cumpridos
A operação mobiliza agentes em Goiás, Distrito Federal, Minas Gerais, São Paulo, Amazonas e Maranhão. Segundo a PF, são cumpridos 24 mandados de prisão, 55 de busca e apreensão, além de ordens para apreensão de veículos e bloqueio de bens ligados aos investigados.
• Luxo vira alvo da Polícia Federal
A Justiça determinou a apreensão de veículos de alto padrão e o sequestro de bens milionários. A estimativa inicial aponta bloqueio de cerca de R$ 78 milhões na Operação Rota Andina. Em ações integradas com a Ficco de Uberlândia, o valor total bloqueado pode chegar a aproximadamente R$ 98 milhões.
• Aviões e pistas clandestinas sustentavam rota
As investigações apontam que o grupo usava uma logística sofisticada para transportar drogas, com aeronaves, pistas clandestinas e comunicação via satélite. A estrutura teria sido montada para dificultar a fiscalização e garantir a circulação da cocaína por diferentes estados.
• Dinheiro do tráfico era ocultado por empresas
De acordo com a apuração, os suspeitos usavam empresas de fachada, “laranjas”, compra de aeronaves, veículos de luxo, depósitos fracionados e triangulação de recursos para esconder a origem do dinheiro. A movimentação financeira chamou atenção dos investigadores após a apreensão da droga em Goiás.
• Mandados chegam a várias cidades
As ordens judiciais são cumpridas em Goiânia, Brasília, Uberlândia, Ituiutaba, São João del-Rei, São Paulo, Poá, Manaus e São Luís. Os nomes dos investigados não foram divulgados pelas autoridades.
As ações fazem parte de uma mobilização nacional das Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado. O objetivo é atingir a estrutura financeira, logística e operacional de grupos criminosos, reduzindo a capacidade de atuação de facções envolvidas com tráfico e lavagem de dinheiro.

















