sexta-feira , 15 maio 2026
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Mulher de Caiado usou banco do PCC, com contratos bilionários de 2020 a 2025 no governo do marido, para distribuir cartões sociais como Mães de Goiás, Dignidade e Goiás por Elas

• Banco ligado ao PCC foi escolhido pelo governo Caiado

A fintech BK Bank, alvo da Operação Carbono Oculto da Polícia Federal em agosto de 2025 por suspeitas de ligação com estruturas de lavagem de dinheiro associadas ao Primeiro Comando da Capital (PCC), operava desde 2020 programas sociais do Governo de Goiás ligados à ex-primeira-dama de Goiás, Gracinha Caiado (UB).

• PF investigou estrutura financeira usada pelo crime organizado

Segundo a Polícia Federal e o Ministério Público, a investigação apontou que instituições financeiras eram usadas por integrantes do PCC para movimentação e ocultação de recursos oriundos do tráfico de drogas, fraude fiscal e outros crimes financeiros.

• Banco aparece em contratos do governo Caiado

Documentos analisados pela reportagem mostram que o nome de Danilo Augusto Tonin Elena, apontado como responsável pela BK Instituição de Pagamentos, aparece em contratos aditivos firmados com o Governo de Goiás durante a gestão do ex-governador Ronaldo Caiado (PSD). Ele foi um dos alvos da Operação Carbono Oculto da Polícia Federal em agosto de 2025.

• Programas sociais movimentaram cifras bilionárias

O banco operou programas como Mães de Goiás, além do Dignidade e do Aluguel Social/Para Ter Onde Morar, Bolsa Qualificação e todas as ações envolvendo cartões-benefício do Programa Goiás Social do Governo Caiado.

O banco ligado ao PCC foi credenciado em 2020 e estendeu seus tentáculos cada vez mais nos programas sociais abraçados por Gracinha Caiado. Os contratos duraram, com aditivos, até 2025 e ultrapassam movimentações que, somadas, conforme estimativa do que foi apurado, ultrapassam R$ 3 bilhões e podem alcançar cifras de R$ 7 bilhões. Mas para confirmar precisamos que o governo de Goiás atenda nossas solicitações conforme determina a lei de acesso a informação.

• BK no crime e no governo

De acordo com as investigações da PF, os líderes foragidos Mohamad Hussein Mourad e Roberto Augusto Leme Silva, o Beto Louco, coordenavam o esquema por meio de subgrupos que atuavam em diversas cidades para lavar dinheiro com uma rede de postos de gasolina que também cresceu em Goiás neste período. Todos tinham em comum o uso sistemático da BK Bank, o banco usado por Gracinha Caiado no mesmo período em que o PCC cresceu como nunca em Goiás. Em breve, novas informações.