• Culpa de quem?
Questionado sobre o BK Bank, banco do PCC que operou os cartões sociais do governo de Goiás e movimentou cerca de R$ 1,36 bilhão em programas estaduais, Caiado jogou a culpa no Coaf. Pergunta: porque só no governo dele o PCC teve essa abertura e não em todos os Estados brasileiros que também não tiveram abertura do Coaf?
Outra: onde estava a inteligência do governo, da “minha puliça do Caiado” para puxar a capivara do BK Bank?
• Primeiro alerta
Antes mesmo do caso BK Bank ganhar repercussão nacional, um episódio já chamava atenção. Felipe Ramos, ex-piloto e colaborador da Polícia Federal em investigações relacionadas ao PCC, foi assassinado com mais dois mecânicos pelo coronel Edson Melo. Operação ainda investigada, pois ele estava ajudando a PF a colocar as mãos nos criminosos.
• Depois veio a Goiás Bioenergia
Na sequência, o governo Caiado concedeu aproximadamente R$ 265 milhões em incentivos fiscais do programa Produzir para a Goiás Bioenergia. Nome da usina investigada na Operação Carbono Oculto e ligada ao PCC.
• Contratos do Adair
Depois surgiu o caso de Adair Meira, ligado a fundações que mantinham contratos bilionários com o governo Caiado. Adair foi preso por lavagem de dinheiro em um banco ligado ao PCC. Ele viajou para a Europa com Gracinha Caiado, mulher do ex-governador Ronaldo Caiado.
• Agora são mais R$ 209 milhões
Por fim, reportagem do Metrópoles revelou que empresas ligadas a Thiago Telles Batista de Souza, investigado por suspeita de ligação com o PCC, receberam cerca de R$ 209 milhões por meio de contratos relacionados à gestão hospitalar em Goiás.
Se a inteligência do governo era tão eficiente quanto dizia o discurso oficial, por que tantos personagens, empresas e instituições ligadas ao PCC no governo Caiado?
É PCC demais para pouca explicação.
Cristiano Silva
Editor


















