terça-feira , 2 junho 2026
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Cascalho retirado da propriedade rural de dona Maria da Paz, em Catalão, pode valer até R$ 5,4 milhões. Governo Daniel Vilela está tomando, sem pagar: isso é furto?

• Documento da própria Goinfra revela volume da exploração

A disputa envolvendo a propriedade da viúva Maria da Paz, de 78 anos, em Catalão, ganhou um novo capítulo após a divulgação de um documento oficial da própria Goinfra. O memorial descritivo da área denominada “Empréstimo Concentrado 10.2” prevê a retirada de aproximadamente 137 mil metros cúbicos de material da Fazenda Ribeirão, pertencente à família da produtora rural.

Segundo a advogada Vanessa Ferreira, a discussão não envolve apenas a desapropriação da terra. O que está sendo retirado da propriedade possui valor econômico próprio e será utilizado diretamente na construção do trecho da GO-330.

• Valor pode ultrapassar R$ 5 milhões

Tomando como referência valores praticados no mercado de obras rodoviárias, o volume de 137 mil metros cúbicos de cascalho pode representar cifras milionárias. Dependendo da cotação utilizada, o material pode alcançar valor superior a R$ 5,4 milhões.

A defesa afirma que o governo depositou judicialmente R$ 550,1 mil referentes à desapropriação, mas sustenta que esse valor não contempla adequadamente a exploração econômica do material existente na área.

• Família não sacou o dinheiro

Vanessa Ferreira explica que a família não retirou o valor depositado judicialmente porque discorda da utilização da chamada caixa de empréstimo, local destinado à retirada do cascalho.

Segundo ela, dona Maria nunca foi contra a construção da rodovia. O impasse está na exploração da área interna da propriedade e nos impactos que a retirada do material poderá causar ao restante da fazenda.

• Não apresentou licença ambiental

Outro ponto levantado pela defesa envolve a licença ambiental para a retirada do material. Segundo Vanessa Ferreira, até o momento não foi apresentada no processo a autorização específica para a exploração da área de empréstimo. A questão já foi levada ao Ministério Público e integra os questionamentos apresentados pela defesa.

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