sábado , 6 junho 2026
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Justiça nega pedido dos policiais Edson Melo e Castanheira, que mataram colaborador da Polícia Federal em investigação contra o PCC

• Denúncia segue viva

A tentativa dos policiais militares acusados pela morte do piloto Felipe Ramos Morais de encerrar definitivamente o caso sofreu uma derrota na Justiça. O pedido para manter o arquivamento da investigação foi negado.

Felipe Ramos colaborava com a Polícia Federal em investigações envolvendo o Primeiro Comando da Capital (PCC) após romper com a facção criminosa. A delação dele resultou no bloqueio de R$ 1 bilhão do crime organizado. Depois, misterioramente, os policiais mataram Felipe e outros dois inocentes.

• Mecânicos também morreram

Além de Felipe, morreram durante a operação policial o mecânico Paulo Ricardo Pereira Bueno, de 36 anos, e o auxiliar Nathan Moreira Cavalcante, de 22 anos. Os dois trabalhavam na manutenção de aeronaves na propriedade onde ocorreu a abordagem.

• Confronto é questionado

A versão de troca de tiros apresentada pelos policiais é contestada pela investigação. O Ministério Público afirma que as vítimas foram atingidas por múltiplos disparos e não tiveram oportunidade de defesa. Laudos periciais também apontaram a ausência de vestígios de disparo nas mãos de Felipe Ramos.

• O que diz a justiça?

Ao negar o pedido da defesa, o juiz Jesseir Coelho destacou que o arquivamento de um inquérito policial não produz “coisa julgada material”, ou seja, não impede a retomada das investigações quando surgem novas provas.

O coronel Edson Melo e o tenente-coronel Renyson Castanheira foram denunciados por triplo homicídio qualificado. A acusação sustenta que novas provas justificam o prosseguimento da ação penal.

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