• Tudo errado
Se a evolução patrimonial da Palladium fosse uma ciência exata, talvez a NASA devesse recolher uma gota de suor do dono da empresa e outra do bilionário Elon Musk para descobrir quem possui a fórmula mais eficiente para multiplicar riqueza.
A provocação surge diante de um dado que consta na própria ação ajuizada pela promotora de Justiça Leila Maria de Oliveira: segundo o Ministério Público, a Palladium Corp Desenvolvimento de Tecnologia Ltda. foi criada em julho de 2024 com capital social inicial de apenas R$ 20,00.
• Crescimento impressionante chama atenção
A mesma denúncia mostra que a empresa passou por sucessivos aumentos de capital em curto espaço de tempo. Segundo os documentos citados pelo Ministério Público, a Palladium saiu de R$ 20,00 para R$ 36 milhões, depois R$ 38 milhões, posteriormente R$ 50 milhões e, por fim, alcançou mais de R$ 140 milhões em capital social declarado.
• Governo Daniel Vilela precisa explicar
A questão central não é o crescimento empresarial em si. O ponto que chama atenção é: como uma empresa tão recente conseguiu se tornar protagonista de um contrato de R$ 304,8 milhões envolvendo inteligência artificial, videomonitoramento e segurança pública?
Quais critérios foram utilizados pelo governo Daniel Vilela para concluir que a empresa possuía capacidade financeira, operacional e tecnológica para assumir um projeto dessa magnitude?
• De onde vieram os recursos?
Outra pergunta inevitável envolve a origem dos recursos responsáveis pela expansão patrimonial da empresa. Quem realizou os aportes? Quem são os investidores? Qual a experiência comprovada da empresa antes da celebração dos contratos? Qual era o histórico operacional da Palladium quando passou a negociar projetos de centenas de milhões de reais? Com a palavra, o poder judiciário de Goiás, que derrubou a liminar que garantiria o esclarecimento das questões sem mais prejuízos aos cofres públicos.

















