quarta-feira , 8 julho 2026
Opinião

A matemática do CORA e a pergunta que o Governo Caiado e Daniel Vilela ainda não respondeu

• A quem interessa controlar os recursos financeiros do tratamento de câncer em Goiás?

Sou um sujeito de opinião. Não vendo a minha, não aceito que mudem a minha e também não tento mudar a opinião de ninguém. Cada cidadão tem o direito de pensar diferente. O meu papel é fazer perguntas quando os números do dinheiro público não parecem conversar entre si.

• Vamos aos fatos

O Governo de Goiás acaba de anunciar a intenção de comprar um hospital privado, construído para atendimento oncológico, por cerca de R$ 500 milhões. Segundo as informações divulgadas, a unidade possui mais de 53 mil metros quadrados de área construída.

• Agora compare com o CORA

O Complexo Oncológico de Referência do Estado de Goiás possui cerca de 44 mil metros quadrados. Ou seja, é menor. Mesmo assim, o contrato já alcança R$ 2,58 bilhões.

A matemática mostra que o custo por metro quadrado do CORA é mais de seis vezes superior ao do hospital que o próprio governo pretende adquirir.

• Perguntar não é crime

Se um hospital maior custa R$ 500 milhões, por que outro menor alcançou R$ 2,58 bilhões?

Agora o mais interessante: esse negocio tira da jogada um hospital destinado ao tratamento de câncer e o transforma em Hospital de Urgências. A quem interessa essa canetada?

Vejam: o Grupo Oncoclínicas, a Cedro Participações, conseguiu construir um hospital maior e seis vezes mais barato que o CORA, construído pelo compadre do Caiado, Henrique Prata, que ainda não entregou o combinado em contrato sem licitação.

Quando os dois hospitais ficarem prontos, as demandas e o dinheiro público do Estado e da União, destinado para os tratamentos de câncer teriam que ser divididos? Quem quer o controle do tratamento do câncer em Goiás e por qual motivo? Existe mesmo uma máfia ou cartel oncológico? Essas perguntas merecem respostas.

Cristiano Silva
Editor

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