• As ações do Banco Master
Uma história que ainda não veio a público e precisa ser explicada é a do Banco Master, a Oncoclínicas, o governo Daniel Vilela e quase R$ 500 milhões dos cofres públicos de Goiás nessa jogada.
O imóvel anunciado pelo Governo de Goiás pertence a uma empresa que, segundo reportagem da jornalista Flávia Said, publicada pelo Estadão em 9 de abril de 2026, tem mais de 20% de seu capital ligado a fundos controlados, direta ou indiretamente, pelo Banco Master.
A operação societária foi alvo de análise do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), que determinou a notificação da aquisição por entender que houve consumação antecipada do negócio, prática conhecida como “gun jumping”.
• O que aconteceu?
Os fundos Quíron e Tessália, administrados pela Latache Gestão de Recursos e controlados, direta ou indiretamente, pelo Banco Master, adquiriram 11,97% das ações da Oncoclínicas. O Banco Master já possuía uma participação anterior de aproximadamente 8,2% por meio de outros fundos.
Com isso, a participação total do grupo ligado ao Banco Master chegou a 20,18% do capital da Oncoclínicas, ultrapassando o limite que torna obrigatória a notificação prévia ao Cade.
• Istoé Dinheiro
A revista Istoé Dinheiro informou que a relatora do caso, conselheira Camila Cabral, do Tribunal do Cade, acompanhou o entendimento da área técnica do órgão antitruste, concluindo que a operação era de notificação obrigatória, já que ambos os grupos envolvidos na operação (Oncoclínicas e Master) atingiram os critérios de faturamento e o patamar superior a 20% das ações totais da companhia. O voto dela foi acompanhado pelos demais conselheiros, por unanimidade.
• O tamanho do problema
Para um especialista em Direito Concorrencial e regulação, ouvido pelo Goiás24horas, a compra desse prédio poderia se tornar um negócio de risco, caso o grupo de Daniel Vorcaro ainda detenha as ações, pois a Justiça determinou o bloqueio de bens e participações de investigados ligados ao Banco Master para garantir eventual ressarcimento de prejuízos. Ou seja, Daniel Vilela poderia estar comprando um problemão para os goianos!

















