segunda-feira , 20 julho 2026
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“Goiás paga milhões, mas não fica dono do sistema”, diz especialista sobre videomonitoramento de R$ 304 milhões

• Contrato milionário entra na mira

Uma nota técnica assinada pelo advogado Maurício Sousa, especialista em Licitações e Contratos, levanta uma série de questionamentos sobre o projeto de videomonitoramento de aproximadamente R$ 304 milhões em Goiás.

O documento coloca sob análise a execução dos serviços, subcontratações, licenças, propriedade dos equipamentos e controle dos dados da população.

• Goiás paga, mas sistema não seria do Estado

Um dos pontos mais graves apontados pelo especialista é que o contrato seria de locação, e não de aquisição. Isso significa, segundo a análise, que mesmo após o pagamento de milhões dos cofres públicos, câmeras, postes, equipamentos e plataforma não seriam automaticamente incorporados ao patrimônio do Estado.

• Mais de 150 empresas

Maurício afirma que há informações de que mais de 150 empresas teriam sido mobilizadas na instalação da estrutura. Ele cobra transparência sobre quem são as subcontratadas e se possuem ART, registro no CREA, autorizações municipais, documentação para instalações elétricas e registros exigidos para atuar com segurança eletrônica.

• Paladium ou PAX?

A nota também questiona a relação entre Paladium e PAX. O especialista quer saber se houve apenas mudança de marca ou se são empresas distintas, quem recebe pelos contratos e quem responde pelas instalações e obrigações.

Outro ponto envolve indícios, citados na nota e que ainda precisam ser esclarecidos, de processamento ou armazenamento de metadados nos Estados Unidos. Maurício pergunta sobre comprovação de quem controla servidores, acessos e informações geradas pelo sistema.