• Tudo errado
Uma desavença estritamente pessoal pode ter terminado dentro da estrutura de inteligência policial do Estado de Goiás. É o que o Ministério Público de Goiás foi provocado a investigar após uma representação envolvendo Janaina de Velasco Bastos, identificada em documento apresentado pelos denunciantes como servidora comissionada da Secretaria da Casa Militar.
• O que foi denunciado?
Os prints apresentados ao MP ajudam a revelar o contexto. Em mensagens atribuídas a Janaina, ela reclama que Lídia teria compartilhado com Leonardo conversas particulares mantidas entre as duas.
“Todas as minhas conversas com a Lídia, tudo que contei pra ela, ela printou todas as conversas e enviou para o Leonardo”, diz uma das mensagens.
• E onde entra a inteligência da polícia?
É justamente aí que o caso ganha outra dimensão. Logo depois de reclamar da suposta traição pessoal, Janaina teria escrito: “A inteligência da polícia aqui teve acesso e me passou.” Em seguida, completa: “Vi todos os prints e conversas dela com o Leonardo.”
A sequência levanta uma pergunta que agora precisa ser respondida: uma estrutura pública de inteligência foi realmente utilizada para obter informações sobre uma briga particular envolvendo uma servidora da Casa Militar? Se foi, virou bagunça. Com a palavra, Daniel Vilela, que pelo jeito não dá conta de segurar no chifre do boi.

















