• Polícia agora cobra dívida?
Uma denúncia envolvendo a atuação de um policial civil da 15ª delegacia de polícia de Goiânia levanta uma questão grave: uma delegacia teria sido utilizada para interferir na cobrança de uma dívida decorrente da negociação particular de um veículo.
O caso envolve um Caoa Chery Tiggo 5X. Segundo o próprio Registro de Atendimento Integrado (RAI), a antiga possuidora declarou ter repassado voluntariamente o carro a Daniel F. M.
• Cobrança
Prints de WhatsApp mostram um número identificado com o símbolo da Polícia Civil sendo usado para cobrar de Daniel Ferreira Miguel pagamentos relacionados a um veículo que ele havia dado à então namorada.
Segundo o relato apresentado à reportagem, Daniel pagava as prestações do carro enquanto mantinha o relacionamento. Após o namoro terminar, ele teria informado que não continuaria arcando com os pagamentos. Depois disso, a ex-namorada teria procurado a delegacia.
• “Manda o Pix e manda o comprovante”
É aí que o caso ganha contornos graves. Os prints mostram o número com a identificação visual da Polícia Civil entrando diretamente na negociação financeira.
Em uma das mensagens, é apresentada uma cobrança: “Você tem 15 mil para passar para ela segunda-feira e o restante (15 mil) no dia 10/08, sem atrasar???”
Em seguida, o interlocutor envia chaves Pix e determina: “Manda o Pix para ela e manda o comprovante aí para este telefone.” Depois insiste: “E aí, já fez????”, “Manda aki” e “O comprovante”.
Outro print mostra que um pagamento foi efetivamente realizado e o comprovante enviado para o mesmo WhatsApp. O que precisa ser apurado é: por que um agente público estaria usando um telefone identificado com a Polícia Civil para negociar valores, fornecer Pix, estabelecer datas de pagamento e cobrar comprovantes de uma dívida entre particulares?

















