• Um Judas na política goiana?
Há políticos que crescem somando aliados. Outros passam a vida colecionando inimigos. O ex-deputado Delegado Waldir Soares parece ter escolhido o segundo caminho.
Quem acompanha a política goiana lembra que Waldir já foi um fenômeno eleitoral. Foi um dos deputados federais mais votados de Goiás graças a Marconi Perillo (PSDB), que ele traiu tal qual Judas, aquele da Bíblia.
Depois, Waldir surfou na onda da direita bolsonarista. E na primeira oportunidade, sua índole o fez trair Bolsonaro também, inclusive com ameaças.
• Bolsonaro, vagabundo!
A lista é grande. Waldir Brigou com Jair Bolsonaro quando era líder do PSL na Câmara dos Deputados. Em 2019, um áudio vazado ganhou repercussão nacional. Nele, Waldir chamou Bolsonaro de “vagabundo” e chegou a dizer que iria “implodi-lo”. O rompimento foi um dos episódios mais marcantes da crise do PSL.
Depois vieram outros confrontos. Rompeu com antigos aliados, atacou lideranças da direita e, recentemente, voltou ao noticiário por trocar ofensas públicas com o vereador Tião Peixoto, um chamando o outro de burro, jegue e jumento. Um espetáculo que não acrescenta absolutamente nada à população.
• Ingratidão política
Nos últimos dias, Waldir também resolveu atacar o ex-governador Marconi Perillo (PSDB). É um direito dele fazer críticas. Política é feita de divergências. Mas chama a atenção a facilidade com que rompe com pessoas que, em algum momento, abriram espaço em sua trajetória.
A impressão que fica é: Waldir come alguma “farinha” de mandioca estragada na tapioca matinal e escolhe quem atacar covardemente. Um político que caminha para a solidão, pois em vez de construir pontes, prefere queimá-las. Desse jeito, o ex-delegado, famoso rei das multas no Detran-GO, nunca mais vai ganhar nada em Goiás, nem eleição para síndico de prédio.


















