• Justiça determina perda do cargo
A Justiça de Goiás determinou a perda do cargo do policial militar Thiago Marcelino Machado, condenado a 16 anos e quatro meses de prisão pelo assassinato de Guilherme Vieira Camilo, em Anápolis.
O crime ocorreu em outubro de 2014 e foi investigado na Operação Malavita, que apurou a atuação de um grupo suspeito de homicídios, extorsões e sequestros.
• Vítima foi cercada e executada
Guilherme, de 27 anos, preparava um carrinho de cachorro-quente em frente a uma pizzaria no Bairro Boa Vista quando três homens armados desceram de um carro, cercaram a vítima e efetuaram vários disparos. O júri condenou Thiago em julho deste ano por homicídio qualificado.
• MP pediu perda do cargo
A sentença original não tratou da permanência do condenado na Polícia Militar. O Ministério Público apresentou recurso e o juiz Marcelo Alves Gomes determinou também a perda da função pública.
A medida só será efetivada definitivamente após o encerramento dos recursos. Thiago permanece preso no Presídio Militar de Goiânia.
• Ligação com caso Fábio Escobar
Thiago também é réu por envolvimento no assassinato de Fábio Escobar, ex-coordenador de campanha de Ronaldo Caiado, morto em 2021 depois de denunciar corrupção na campanha e no governo Caiado.
Segundo documentos do caso, ele teria recebido e repassado a outro policial o celular usado para atrair Escobar à emboscada.
Em janeiro, o TJGO determinou que Thiago e outros quatro PMs sejam julgados por três homicídios apontados pelo MP como “queima de arquivo” ligada ao caso Escobar.

















