• Alego pode mudar regra mais uma vez
A Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) voltou a discutir o fim da reeleição para presidente. Na quarta-feira (28), uma PEC apresentada pelo líder do Governo, Talles Barreto (União Brasil), recebeu 21 votos em análise preliminar e seguiu para a Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ).
O texto mantém o mandato de dois anos e proíbe a recondução consecutiva. Talles defende a alternância no comando da Casa, em meio às articulações para a eleição da Mesa Diretora de 2027.
• Bruno Peixoto propôs a proibição em 2022
A regra já mudou várias vezes: a Alego liberou a reeleição em 2000, proibiu em 2010 e voltou a autorizá-la em 2019, beneficiando Lissauer Vieira.
Em outubro de 2022, o então líder do Governo, Bruno Peixoto, apresentou uma PEC para proibir a reeleição. A proposta foi aprovada em definitivo em dezembro, com o argumento de garantir alternância de poder.
• Regra foi revertida com Bruno na presidência
Eleito presidente para o biênio 2023-2024, Bruno viu a Assembleia mudar a regra poucos meses depois. Em abril de 2023, uma PEC de Paulo Cezar Martins (PL) foi aprovada com 32 votos a favor e nenhum contrário, voltando a autorizar uma recondução consecutiva.
Antes, uma PEC desarquivada por Talles havia recebido emenda para liberar a reeleição na CCJ. Bruno foi reeleito antecipadamente em maio de 2023. Após decisão do STF anular essa eleição antecipada, o plenário realizou nova votação em outubro de 2024 e o manteve no cargo até janeiro de 2027.
A PEC, para ser aprovada, precisa passar pela CCJ e obter ao menos 25 votos favoráveis em dois turnos.

















