quarta-feira , 1 julho 2026
Goiânia

Em primeira mão: leia manifesto de médicos contra tratamento dispensado pela Secretaria de Saúde, Fátima Mrué, e por Iris

Grupo formado por parte dos 480 médicos credenciados à prefeitura de Goiânia demitidos sumariamente na última quinta-feira publicou manifesto na noite de sexta-feira em protesto contra o tratamento dispensado pela Secretaria Municipal de Saúde e pelo prefeito Iris Rezende (PMDB).  No documento, a categoria exige mudanças no edital de chamamento de médicos, publicado na última quinta-feira, e pede que direitos trabalhistas há anos ignorados sejam resgatados pela prefeitura imediatamente.

Confira o texto:

Nós, médicos, da Secretaria Municipal de Saúde da cidade Goiânia reunimos no CREMEGO no dia 24 de março de 2017 as 19:30 horas, preocupados com o contexto da Saúde em nossa capital e com o descumprimento de suas diretrizes e princípios constitucionais, reiterando nosso compromisso ético com a população Goianiense. Viemos por meio desta demostrar nossa pauta de reivindicações, que necessita ser cumprida urgentemente, para não agravar ainda mais a situação precária do atendimento as urgências de nossa Capital que já atinge a população de nossa cidade.
1. Que sejam realizado pela Secretaria Municipal de Saúde um plano de manutenção de todas as unidades de atendimentos as Urgências de nossa Capital.
2. A Secretaria municipal de Saúde deve assegurar o fornecimento adequado de materiais e insumos para o atendimento as urgências.
3. São urgentes os investimentos em capacitação para todas as unidades de atendimento as urgências e emergências de nosso município.
4. O papel do médico dentro do SUS deve ser repensado a partir do estabelecimento de políticas de recursos humanos que garantam condições de trabalho, educação continuada e remuneração adequada. 
5. Solicitamos que seja melhorado o valor do vale alimentação e que seja pagos para todos os profissionais, sejam efetivos ou contratados, que hoje o valor pago, não dá para pagar nem se quer um almoço ou janta. 
6. Acabar com os contratos precários, que hoje não tem nenhum direito trabalhista, como férias, decimo terceiro, dentre outros. Sugerimos que sejam realizados CTD (Contratos por Tempo Determinado) ou Carteira assinada, para garantir os direitos do trabalhador.
7. Pagamento de horas extra aos profissionais que prestam serviço extraordinário fora da jornada normal de trabalho.
8. .Adotar o piso salarial estipulado pela FENAN.

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