Ex-secretário da Indústria e Comércio de Goiás atua para levar Caoa para o Tocantins e entregar o Porto Seco de Anápolis a grupo forasteiro

Ex-secretário da Indústria e Comércio de Goiás e atual titular de pasta similar no Governo do Tocantins, Ridoval Chiareloto, não está medindo consequências em, ações que podem prejudicar o Estado e, mais que isso, a sua própria cidade, Anápolis.

Chiareloto trabalha em duas frentes que tem potencial explosivo  para a economia de Goiás, numa ação que tem merecido forte repúdio nos meios empresariais.

A primeira ação é a tentativa ostensiva de levar empresas instaladas em Goiás, como montadora Caoa, hoje instalada em Anápolis, para o Tocantins.

Para tanto, como já oficializou ao grupo do empresário Carlos Alberto de Oliveira Andrade, da Caoa, ele oferece um leque de incentivos e vantagens, aproveitando a instabilidade vivida na questão fiscal em Goiás.

A outra ação de Chiareloto diz respeito ao Porto Seco de Anápolis, hoje disputado por dois grupos empresariais: um de Goiás, que já administra o Porto Seco e tem raízes no Estado e no município, e outro de fora, o Aurora Amazonas, que tem sede em paraíso fiscal e cujo dono é enrolado na Justiça, inclusive com condenação por contrabando de carros.

Chiareloto e dois filhos  dele – e supostamente um cunhado do governador Caiado –  teriam se associado à Aurora Amazonas e estariam jogando pesado para que o grupo forasteiro passe a ter o controle do Porto Seco.

Se isso ocorrer,  as operações da estação aduaneira de Anápolis correriam risco de paralisar tanto por falta de base física, cuja construcão demoraria meses, como em função de demandas judiciais da Aurora Amazonas, o que já aconteceu em Sorocaba.