Pé no freio: Lissauer quer que eventual adesão ao RRF seja debatida com profundidade na Assembleia

O presidente da Assembleia Legislativa, Lissauer Vieira (PSB), manifesta restrição à adesão de Goiás ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF), cuja alternativa foi franqueada por liminar do ministro do STF, Gilmar Mendes, em ação movida pelo governador Ronaldo Caiado (DEM).

“Temos que ter cautela e examinar com mais profundidade para vermos se este é o melhor caminho a seguir. Particularmente, vejo essa alternativa como muito traumático para os servidores públicos, os empresários, o setor produtivo e a sociedade em geral”, assinalou.

Independe da opinião pessoal, Lissauer observa que o assunto deve ser esmiuçado na Assembleia e, por isso, não pretende atender cegamente o pedido do governador para que a adesão, que precisa passar pela Casa, seja aprovada rapidamente, antes do recesso parlamentar.

“Tem duas possibilidades: se for um texto complexo, que corte muitas coisas, nós não vamos ter condições de votar agora, no apagar das luzes do semestre. Teríamos que voltar à discussão dessa matéria. Agora, se for algo simples, até para o governo ir trabalhando isso no período de recesso, podemos colocar em votação para o mais breve possível”, frisa.

Lissauer teme que o RRF cause mais problemas que soluções. “Não é a melhor saída. Nós teríamos outras opções para fazer uma recuperação menos traumática”, diz.

Deputados da base aliada demonstram preocupação por conta de prováveis desgastes com servidores públicos e empresários que ocorreriam na esteira da adesão ao regime fiscal.