Jornal Opção: prefeitura de Rio Verde celebra contrato de R$ 189 mil para marketing e revolta vereadores

No mês passado, a prefeitura de Rio Verde promoveu um Workshop intitulado “A comunicação integrada e o branding promovendo o valor de Rio Verde”. O encontro ocorreu no auditório da Acirv onde, segundo vereadores, também foram apresentados alguns profissionais que irão compor os quadros de contratados da prefeitura.

Um dos palestrantes do evento foi o professor Mitsuru Higuchi Yanaze. Ele é representante da empresa Mitsuru H. Yanaze & Associados S/S LTDA – EPP. O grupo firmou com o município um contrato que prevê a prestação de “assessoria técnica para planejamento estratégico e sistêmico de comunicação administrativa e institucional da cidade de Rio Verde”. Dentre os objetivos do contrato está o incremento e aperfeiçoamento dos processos de comunicação internos e externos.

Mas o valor é que tem chamado mais atenção: R$ 189,984,00. “Dinheiro este que poderia ser usado para reformar nossas escolas, melhorar a saúde, o atendimento emergencial, realizar cirurgias e muitas outras coisas de maior importância para o nosso povo”, lamentou a vereadora Lucia Batista (PRP).

A vereadora prometeu apresentar, na tarde desta segunda-feira, 19, na Câmara Municipal de Rio Verde, um requerimento solicitando acesso ao plano de trabalho que será desenvolvido pelo grupo contratado. Além disso, Lucia garantiu que levará o caso ao conhecimento do Ministério Público de Goiás (MPGO) ainda esta semana.

“Não sei para que tanta publicidade. O comentário é que o prefeito pretende, com isso, melhorar sua imagem perante a população. Se isso for verdade, ele está cometendo um erro pois o dinheiro público não pode ser utilizado para este fim”, considerou.

Já o vereador Manoel Pereira (PSDB) relatou a reportagem que os valores não se limitam aos quase 190 mil previstos no contrato. “Também haverá despesas com alimentação, transporte aéreo e outras atividades que ficaram a cargo da prefeitura. Nós, como oposição, não vamos calar diante desse absurdo”.