TEMPO REAL: diretor demitido do Detran de forma suspeita depõe na Assembleia

Carlos Roberto Vital, nomeado e demitido pelo governador Ronaldo Caiado (DEM) da diretoria de Atendimento do Detran, presta depoimento neste momento na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa. O Goiás 24 Horas denunciou no dia 7 de junho que Vital estava anarquizando o Detran a pedido de despachantes. Por exemplo: é dele a ideia de liberar para os despachantes a autorização de inclusão de dados no sistema do Detran.

Já foi encaminhado para o Denatran, Polícia Rodoviária Federal; Ministério Público de Goiás, Tribunal de Contas do Estado, entre outros, o relatório feito por funcionários do Detran, ao arrepio da direção, preocupados com o estrago da decisão de suspender a exigência de vistoria para os veículos que precisam trocar placas de licenciamento nos casos de estarem danificadas ou perdidas. Na denúncia, os funcionários relatam que casos de veículos – carros, reboques, motos e caminhões- sendo reemplacados sem o menor critério, através de despachantes, que agora tem acesso ao sistema Detran para incluir dados e alterar a  BIN – Base Nacional de Informações de veículos.

A partir da inclusão na BIN, veículos adulterados passam a circular legalmente, pois as informações ficam no único banco de dados de veículos do País. Assim, em qualquer local que for consultado o veículo será considerado de boa procedência, sendo que na verdade foi “esquentado” pelo Detran de Goiás.

Consta no relatório que inúmeros veículos com chassis adulterados estão sendo emplacados. Os casos mais graves são as carretinhas (reboque) que são reformadas (veja foto) e emplacadas como novas, e muitas vezes são produtos de roubos ou devedores de IPVA e multas. Sob o pretexto de desonerar o cidadão o governador Caiado está enchendo os bolsos dos despachantes, que são os que fazem estes serviços, alimentando o comércio de veículos adulterados, podendo até surgir os famigerados “dubles” que tanto prejuízo já causaram para os cidadãos de bem deste Estado. No novo modelo,  o Detran não verifica a procedência dos veículos, e perde receita, pois, deixam de pagar os débitos junto ao órgão. A bandidagem agradece.