sexta-feira , 15 maio 2026
Goiás

CUT acusa Paulo Trabalho de tumultuar e desrespeitar manifestação pacífica pelos 40 anos da anistia

A Central Única dos Trabalhadores (CUT) divulgou nota de repúdio, em seu site, em que acusa o deputado estadual Paulo do Trabalho (PSL) de invadir e tumultuar uma manifestação pacífica da entidade sobre os 40 anos da anistia política. 

“Ele e seus comparsas subiram no Monumento aos Mortos e Desaparecidos e de lá achincalharam a manifestação, que exigia a revisão da Lei da Anistia e o fim da impunidade dos torturadores, além de respeito à Constituição e aos direitos do povo brasileiro”, lamenta a nota. 

Veja o texto na íntegra: 

NOTA DE REPÚDIO

Paulo César Krauspenhar, 32 anos, auto denominado Paulo Trabalho e eleito deputado estadual pelo partido de Jair Bolsonaro (PSL), com dois assessores a tiracolo tentou, na tarde de quarta-feira (28), tumultuar a pacífica manifestação realizada em Goiânia (GO) em função dos 40 anos da anistia política.

Ele e seus comparsas subiram no Monumento aos Mortos e Desaparecidos e de lá achincalharam a manifestação, que exigia a revisão da Lei da Anistia e o fim da impunidade dos torturadores, além de respeito à Constituição e aos direitos do povo brasileiro.

Como bem descreveu o jornal Brasil de Fato numa referência aos 40 anos da Lei da Anistia, “entre um golpe e outro, o Brasil viveu as dores da ditadura militar, da repressão política, dos assassinatos, desaparecimentos e torturas, mas também a alegria e a esperança que vieram com o processo de redemocratização do País, quando o regime autoritário começou a ruir”.

Agora estamos vivendo um retrocesso com a volta do autoritarismo, que estimula a violência e eis que um parlamentar, ao invés de respeitar a história e a dor de familiares e ex-presos políticos dos anos de chumbo, tenta vilipendiar a luta dessas pessoas por reparação e dignidade.

Como signatária desta luta, a Central Única dos Trabalhadores de Goiás (CUT Goiás) repudia o comportamento do deputado estadual Paulo Trabalho (PSL), a quem faltam decoro e respeito à democracia; e se solidariza com a luta dos familiares dos mortos e desaparecidos do regime militar, assim como daqueles que sobreviveram aos porões da ditadura.

Goiânia, 28 de agosto de 1999.

Central Única dos Trabalhadores no Estado de Goiás (CUT Goiás)

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