Otavinho Lage e André Rocha não souberam defender os incentivos fiscais e setor sucroalcooleiro vai pagar caro

Presidentes da Adial e do Sifaeg, Otavinho Lage e André Rocha não se saíram bem da missão mais importante delegadas a eles pelos associados das entidades que lideram: defender os incentivos fiscais. Os dois vacilaram no início do debate, deixaram a onda anti-benefícios tomar vulto e quando resolveram ir para o embate já era tarde demais. O governo Caiado venceu a guerra pela opinião pública nem tanto pela competência da comunicação oficial, mas em grande parte pela quantidade de trapalhadas principalmente da Adial.
No caso da CPI dos Incentivos Fiscais, a lambança foi maior ainda. Primeiro, tentaram fazer com  que deputados retirassem as assinaturas do requerimento e deram com os burros n’água. Depois, houve acusações de que parlamentares haviam pedido dinheiro, mas nada foi comprovado. Em seguida, o fiasco dos depoimentos na comissão de André Rocha, Edwal Portilho e Calos Luciano. Por fim, a contratação da dupla de consultores Jarbas Rodrigues e Bruno Rocha Lima, que levaram os empresários e as entidades à estratégia kamikaze de atacar deputados e a CPI. Um desastre total. A turma do Clube do Bilhão ficou ainda mais queimada com os deputados.
Resultado: o setor sucroalcooleiro vai pagar caro pela inabilidade dos líderes de classe.