Economista Júlio Paschoal alerta: “Adesão ao RRF implicará na paralisia do Estado”

Professor na UEG e economista, Júlio Paschoal fez breve análise, em suas redes sociais, da iminente adesão do Estado de Goiás ao RRF. Caiado está doido para enquadrar o governo goiano no plano federal.

Veja abaixo a análise de Paschoal:

Teimosia e Radicalismo

A marca do Governo do Estado de Goiás.

Matéria veiculada no jornal O Popular, desse sábado, 5 de outubro traz o seguinte: “Processo do Estado de adesão ao RRF avança”. Uma pena, a adesão implicará na paralisia do Estado. Os efeitos colaterais, serão imensos principalmente no que tange, a realização de novos contratos que venham a auxiliar no seu desenvolvimento econômico.

Todas as áreas e órgãos públicos e poderes serão afetados aí sim daremos início ao período de terra arrasada, que tanto tem sido dito pelo governador e sua equipe.

O Estado para ampliar a arrecadação de ICMS, precisa de firmar parcerias com o setor privado, onde caberá ao primeiro o desenho de boas políticas públicas, que contemplem um processo de integração dos municípios dormitórios, com aqueles mais dinâmicos, cuja industrialização e a logística já estão presentes.

Só pela interiorização e descentralização dos investimentos que o cenário poderá a vir ser promissor. Nunca com o Regime de Recuperação Fiscal.

Não é possível que uma secretária chancelada pelo Ministro Paulo Guedes e indicada pela Tendência Consultoria, de São Paulo, cujo corpo técnico é formado por grandes economistas, inclusive a goiana Ana Carla Abrão, não foi capaz de enxergar que esse não é o melhor caminho e que outras alternativas que não comprometa o futuro do Estado, existem.

Tenham mais sabedoria e humildade, para ouvir, vejam os números do Tesouro Nacional, da própria secretaria, do Instituto Mauro Borges e de outros Conselhos e Institutos, que mostrem a realidade das contas públicas goianas.
A adesão a esse programa vai retirar o Estado da nona economia do país em PIB, fragilizando todos os indicadores econômicos e sociais, com reflexos negativos á receita, o impedindo de alcançar o equilíbrio fiscal pretendido.

É por isso que ratifico que a teimosia e o radicalismo, infelizmente tem sido a marca registrada do governo do Estado, apesar da experiência parlamentar do chefe do poder executivo.