Tribunal de Justiça de Goiás repudia matéria e diz que O Popular afrontou o Judiciário 

Em nota também assinada pela  Associação dos Magistrados do Estado de Goiás, o Trib8nal de Justiça rebateu o jornal O Popular, que afirmou em matéria de capa  publicada na edição de deste sábado (22) que o poder aumentou o valor do auxílio alimentação concedido a magistrados e servidores.

A matéria narra que o reajuste foi deferido no meio da crise do coronavírus, insinuando que a atitude teria sido de má-fé, uma vez que todas as atenções estão voltadas para a pandemia. Além de não corresponder à verdade, esta simples insinuação é uma afronta ao Poder Judiciário”, diz a nota.

Leia a íntegra do comunicado:

“O Tribunal de Justiça do Estado de Goiás, em nota conjunta com a Associação dos Magistrados do Estado de Goiás, vem a público repudiar matéria veiculada neste sábado (21) pelo jornal O Popular.De acordo com o texto assinado pela repórter Karla Araújo, o Tribunal de Justiça de Goiás conferiu correição monetária de 4,3% no auxílio alimentação de magistrados e servidores. A repórter usou termos como “reajuste e aumento”, mesmo tendo sido informada pelo TJGO e pela Asmego que se tratava apenas de uma atualização pelo IPCA, prevista expressamente na Resolução número 4/2013, do TJGO, como forma de preservar o valor real do auxílio.

A matéria narra que o reajuste foi deferido no meio da crise do coronavírus, insinuando que a atitude teria sido de má-fé, uma vez que todas as atenções estão voltadas para a pandemia. Além de não corresponder à verdade, esta simples insinuação é uma afronta ao Poder Judiciário, que, ao contrário, está comprometido com o combate à pandemia que assola o mundo neste momento. O reajuste foi objeto de consulta no CNJ no ano de 2019. O decreto com a atualização pelo IPCA foi publicado em fevereiro de 2020, um mês antes da crise e acrescentou 50 reais mensais ao benefício.

Em reunião do Governador do Estado com os demais Poderes e órgãos autônomos, na data de ontem, o Poder Judiciário de Goiás destinou R$ 10 milhões para o fundo Estadual da crise, dinheiro oriundo das prestações pecuniárias, para ajudar no combate à pandemia. Mais importante que isso, magistrados e servidores estão comprometidos com a entrega eficiente da prestação jurisdicional, 24 horas por dia, para atender as demandas da sociedade.

É lamentável que, em meio a esta situação emergencial provocada pelo Novo Coronavírus, o Poder Judiciário e a magistratura sofram ataques desnecessários, pois a eles caberão decidir conflitos relacionados à epidemia.”