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Filha de morta por coronavírus em Goiás rebate governo Caiado e afirma: “Não tinha comorbidade”

Uma das filhas da primeira paciente morta pela novo coronavírus em Goiás escreveu um desabafo no qual rebate as informações de que a mãe foi a óbito por causa de outras doenças existentes.

O texto foi publicado nesta sexta-feira (27), um dia após a Secretaria de Saúde de Goiás confirmar o falecimento da mulher de 66 anos. O viúvo da paciente também foi internado com a mesma doença e está em estado grave no Hospital de Campanha de Goiânia. Eles são moradores de Luziânia (GO), município que integra o Entorno do Distrito Federal.

“No intuito de minimizar a letalidade da Covid-19, estão dizendo que minha mãe possuía várias comorbidades, sendo que a única coisa que ela tinha era hipertensão. Não era diabética. E os problemas nos pulmões foram causados pelo coronavírus. Ela estava bem, cumpriu a quarentena imposta. Não viajou para o exterior e passava a maior parte do tempo isolada na fazenda”, escreveu ela no texto postado.

De acordo com o desabafo, a paciente precisou ser transferida da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Jardim Ingá, em Luziânia, para a capital de Goiás, onde demorou para ingressar na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital de Doenças Tropicais (HDT).

“Foi negligenciada assim que chegou no HDT em Goiânia, que mesmo sendo regulada para a unidade, teve que ficar quase uma hora aguardando UTI após quatro horas de viagem”, relatou.