EDITORIAL Posição de Mabel e Baiocchi na defesa do micro, pequeno e médio empresário é responsável e não pode ser ignorada por Caiado

Em defesa dos interesses de comerciantes, empresários e lideranças classistas, Sandro Mabel (Fieg) e Marcelo Baiocchi (Fecomérci) manifestaram contrariedade com o posicionamento do governador Ronaldo Caiado (DEM), que prorrogou por mais 15 o decreto que limita o funcionamento de atividades comerciais e industriais no Estado, devido à pandemia do coronavírus.

A atuação de Baiocchi e Mabel é legítima ao passo que representa o interesse de milhares de cidadãos que vivem em Goiás e conquistam sua renda trabalhando no comércio e na indústria. A inatividade de um mês atinge diretamente a vida dessas pessoas. “Não há como salvar vidas sem salvar os empregos”, disse Mabel. Ele afirmou que havia uma maneira de liberar a retomada de atividades comerciais sem colocar em risco a população.

Marcelo Baiocchi viu pouco avanço no novo decreto de Caiado, que agora libera as feiras livres, o que não deixa de ser uma contradição, pois nesses locais também há aglomeração de pessoas. Baiocchi diz que foi sugerida a abertura de comércios menores nas cidades do interior onde não há casos de coronavírus.  O presidente da Fecomércio-GO acredita que a nova determinação traz pouco avanço em relação à medida anterior. “Há uma consciência muito grande nos empresários em abrir com segurança. Não vi avanço na indústria, e o comércio avançou muito pouco”, pontuou.

A postura muitas radical do governador Caiado acaba que limita o diálogo entre as partes. Mabel afirma que um relatório técnico da Secretaria Estadual de Saúde permitia a abertura de diversos comércios, porém o documento foi ignorado por Caiado. O presidente da Fieg também lembrou que a federação e empresário desenvolveram alternativas e até mesmo um aplicativo para controlar o funcionamento do comércio, mas Caiado não levou isso em conta.