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Efeito Mandetta: governo Caiado realizou apenas 2,5 mil testes para novo coronavírus em Goiás

Passados quase dois meses da confirmação dos primeiros casos de covid-19 em Goiás, em 13 de março, o governo Caiado, por meio da secretaria estadual de Saúde (SES) realizou até esta terça-feira (21) apenas 2.522 testes do tipo padrão ouro, denominado de RT-PCR (reação em cadeia da polimerase via transcriptase reversa) para confirmar contaminação pelo novo coronavírus.

Este número é a soma dos casos confirmados (421), dos óbitos (19) e dos descartados (2.101) até ontem. Os exames foram realizados pelo Laboratório de Saúde Pública Dr. Giovanni Cysneiros (Lacen). O número de testes é muito baixo e coloca sob suspeição os números da covid-19 em Goiás.

A superintendente de Vigilância Sanitária da SES, Flúvia Amorim, informou à Sagres 730 nesta quarta-feira (22) que o Estado enfrenta falta de kits para ampliar a testagem. Ela confirmou que a Universidade Federal de Goiás (UFG) e a PUC-Goiás ofereceram mão de obra e laboratórios para ampliar os testes, mas diz que o acordo não avançou por falta desses kits.

O Lacen tem capacidade de realizar 110 exames por dia. No início de abril, a SES fez acordo com a Superintendência da Polícia Técnico-Científica, da Secretaria da Segurança Pública de Goiás, que cedeu um aparelho pipetador automático para o Lacen, ampliando sua capacidade para 250 exames diários. No entanto, a produção do Lacen não aumentou.

Os casos suspeitos cresceram muito na última semana, apesar da ampliação da capacidade de realização de exames do Lacen. Em 13 de abril, havia 3.701 casos em investigação. Esse número subiu para 5.207 em 17 de abril até chegar a 7.003 nesta terça-feira (21).