Augusto Heleno faz ameaças veladas e diz ser ‘inadmissível’ apreensão de celular de Bolsonaro

O Gabinete de Segurança Institucional (GSI) divulgou uma nota na tarde desta sexta-feira (20) sobre a possível apreensão do celular do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). No texto, o ministro da pasta, general Augusto Heleno, diz que o ato é “incompreensível” e “uma interferência inadmissível de outro Poder’.

Mais cedo, o ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), enviou à Procuradoria-Geral da República (PGR) pedidos de depoimento e de apreensão do celular do presidente e do filho Carlos Bolsonaro (Republicanos) no âmbito do inquérito aberto na Corte após as declarações do ex-ministro da Justiça Sergio Moro.

De acordo com Heleno, a  decisão favorável à apreensão “poderá ter consequências imprevisíveis para a estabilidade nacional”.

Leia a nota do general:

“Brasília, DF, 22 de maio de 2020

O pedido de apreensão do celular do Presidente da República é inconcebível e, até certo ponto, inacreditável.
Caso de efetivasse, seria uma afronta à autoridade máxima do Poder Executivo e uma interferência inadmissível de outro Poder, na privacidade do Presidente da República e na segurança institucional do País.
O Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República alerta as autoridades constituídas que qual atitude é uma evidente tentativa de comprometer a harmonia entre os poderes e poderá ter consequências imprevisíveis para a estabilidade nacional”