Com intermediação de Francisco Júnior, ala da Igreja Católica ofereceu apoio a Bolsonaro em troca de verba publicitária

Padres e leigos conservadores que controlam boa parte do sistema de emissoras católicas de rádio e TV ofereceram ao presidente Jair Bolsonaro (Sem Partido-RJ) “mídia positiva” para ações do governo na pandemia do novo coronavírus. Em troca, porém, eles pedem anúncios estatais e outorgas para expandir sua rede de comunicação.

De acordo com matéria do repórter Felipe Frazão, publicada no Estadão deste sábado (6), a proposta foi feita no último dia 21, em videoconferência com a participação de Bolsonaro. A reunião foi pública e transmitida por redes sociais do Planalto e pela TV Brasil.

O grupo solicitou acesso ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e, principalmente, à Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom).

Um dos pedidos de liberação de verbas publicitárias mais descarados foi feito pelo padre Welinton Silva, da TV Pai Eterno, em troca de ‘notícias positivas” para o governo Bolsonaro.

O deputado federal Francisco Júnior (PSD) atua na intermediação deste “negócio”.