“É uma proposta razoável”, afirma prefeito Gustavo Mendanha sobre escalonamento

Em transmissão realizada nesta segunda feira, 8, pelo prefeito de Aparecida, Gustavo Mendanha (MDB) e o secretário de Saúde do município, Alessandro Magalhães, foi explicado como ocorrerá o funcionamento do escalonamento regional da cidade e o cenário da pandemia de Covid-19.

Segundo Mendanha, a proposta de escalonamento com objetivo de conter os avanços da pandemia em Aparecida foram estudadas em parceria com a Universidade Federal de Goiás (UFG).

“É uma proposta razoável. Eu sei que é um pouco amarga por conta do período que passamos fechados na cidade de Aparecida de Goiânia, mas é importante dizer que nós estamos, com isso, tentando aumentar a taxa de isolamento social ao mesmo tempo que criando algo estratégico e pedagógico para que as pessoas possam realmente entender o momento delicado que estamos vivendo”, afirmou o prefeito.

E já nesta segunda-feira, 8, a guarda municipal já começou os trabalhos de fiscalização com intuito de explicar aos comerciantes o escalonamento. Segundo o secretário da Fazenda, André Luiz Ferreira da Rosa, a prefeitura irá acompanhar o isolamento social através de uma plataforma utilizada pelo Estado de Goiás.

“O empresário que abrir as portas, será fechado. Nessa semana, a fiscalização será mais orientativa. Caso ele insista em permanecer aberto, ele será notificado, autuado e poderá ter seu alvará de funcionamento cancelado”, explicou.

Como irá funcionar o escalonamento

Conforme explicações do secretário Alessandro Magalhães, o escalonamento foi pensado de forma a separar Aparecida em dez macrozonas que, separadas de duas em duas, é fechada um dia por semana. Todo comercio, inclusive serviços essenciais como supermercados e postos de combustíveis, devem permanecer fechados nos dias determinados pela prefeitura.

Às segundas-feiras: Vila Brasília e Alto Paraíso;
terças-feiras: Garavelo e Zona da Mata
quartas-feiras: Centro e Expansul
quintas-feiras: Papillon e Santa Luzia
sextas-feiras: Buriti Sereno e Cidade Livre

Casos no município

Em Aparecida, já foram confirmados 702 casos da doença. Nas últimas 48h, foram notificados 44 casos da doença no município, de acordo com Alessandro. Ele informou que a taxa de ocupação dos leitos está em 19%. “Temos 333 pacientes em acompanhamento, hoje, com a doença ativa. 352 curados e, neste momento, saão 24 pacientes internados”, informou o chefe da pasta.

Sobre as medidas adotadas pelo município no enfrentamento da doença e tratamento dos pacientes, Alessandro disse que a SMS adquiriu oxímetros. “Ficou provado que se você monitorar a taxa de oxigenação [no sangue], você pode antever a gravidade desse quadro e direcionar o melhor tratamento para esse paciente. O prefeito Gustavo determinou à secretaria que nós comprássemos 600 oxímetros, que devem estar chegando nessa semana, para que a gente passe a monitorar todos os nossos pacientes graves ou com comorbidades com o oxímetro pela nossa central de telemedicina”, falou.

De acordo com Alessandro, a adoção do oxímetro é mais uma das medidas somadas a outras ações da prefeitura para reduzir o número de óbitos na cidade. Já sobre os medicamentos utilizados nos pacientes acometidos, ele explica:

“Não temos usamos a cloroquina. Nossa equipe médica fez uma revisão literária e achou por bem não indicar para pacientes leves a cloroquina de rotina. Dentro do HMAP, nosso protocolo foi feito em consonância com o Hospital Sírio-Libanês e está sendo usado os protocolos que usam lá. Em alguns casos, foi, sim, usado cloroquina. Pacientes que tem indicação e estão sendo monitorados está sendo usado cloroquina, azitromicina, corticóide, anticoagulante (heparina ou clexane). Além disso, tem a indicação da plasmaferese, que foi aquela proposta que o município trouxe de coletar o sangue na casa do paciente para ter um banco de dados, para caso o paciente necessite, lá no HMAP ser feita essa plasmaferese”, disse.