Em 1 ano e 6 meses, governo Caiado é abalado por denúncias de corrupção

O discurso de moralidade absoluta foi o pilar da campanha de Ronaldo Caiado (DEM) em 2018. Prometendo combate implacável contra a corrupção, o governador vê agora, um ano e meio depois de assumir o governo de Goiás, a sua gestão ser abalada por denúncias justamente de escândalos corrupção. Além do excesso na nomeação de parentes – Caiado chegou a nomear dois primos de primeiro grau na Goinfra – denúncias graves feitas por deputados estaduais pressionam Caiado a ajustar a rota de seu governo.

O Goiás24Horas publica abaixo uma lista das principais acusações feitas por deputados. Os parlamentares exigem uma resposta mais contundente do governador, que sempre se apoiou no discurso da moralidade para governar o Estado. O deputado estadual Gustavo Sebba (PSDB), um dos principais opositores ao governo, diz que em menos de um ano e meio, a gestão caiadista já se viu envolvida em cerca de 15 denúncias graves de corrupção.

CaiadoGATE: primo do governador, Jorge Caiado, o Jorjão, acusou o secretário de Segurança, RodneyMiranda, de desviar dinheiro e grampear telefones. Rodney entrou de férias, jura inocência e diz que vai provar as “mentiras” que teriam sido ditas por Jorjão.

– Demissão de toda diretoria da Goiás Parcerias por suspeita de corrupção na contratação de um escritório de advocacia por meio milhão de reais, na cidade de Taquaral, que tem apenas 6 mil habitantes, para prestar “assessoria” à estatal.


– Demissão de toda diretoria da Companhia de Desenvolvimento de Goiás (Codego), por suspeitas de corrupção na licitação da renovação da concessão do Porto Seco de Anápolis.

– Suspensão pelo Tribunal de Contas do Estado de licitação feita pelo Ipasgo  – instituto de previdência de Goiás de licitação para contratação – de empresa de tecnologia no valor de 624 milhões de reais . A licitação foi suspensa pelo TCE por suspeitas de direcionamento da licitação para favorecimento à um grupo empresarial supostamente ligado ao governador.

– Suspensão pelo TCE de licitação para contratação de agências de publicidade para atender o governo do Estado , no valor de 300 milhões de reais . Neste caso. a licitação foi suspensa por claros indícios de direcionamento a empresas da Bahia, cujas agências trabalharam na campanha de Caiado ao governo.

– Suspensão pelo TCE de licitação no Detran de licitação para confecção de placas para veículos, suspeita de direcionamento a grupos ligados ao governo.

– Manutenção pelo Detran de contrato bilionário para inspeção veicular . A empresa detentora do contrato foi alvo no governo Caiado de operação feita pela Polícia Civil , com mandados de prisão, buscas e apreensões.

– Compra de kits para testes de coronavírus no valor total de R$ 38 milhões de reais pela secretaria de Saúde a preços superfaturados. Essa compra foi denunciada pela imprensa, mostrando a diferença entre os preços contratados e os valores de mercado.

– Compra pela Agência Prisional de máscaras a preços três vezes maior do que o comprado por outros órgãos do próprio governo Caiado.

– Contratação sem licitação de Organizações Sociais baianas para gerir hospitais públicos e de campanha. Os valores da contratação a valores acima do mercado , feita com recursos federais já estaria sendo objeto de investigação pela PF.
– Compra pela Secretaria de Saúde de álcool gel a preços elevados, mais a o dobro do valor praticado pelo mercado

– Denúncia de compra com preços superfaturados de álcool gel para a Secretaria de Educação.