O empresariado goiano precisa ser salvo e não punido neste momento, afirma presidente da Fecomércio

Apenas uma semana após decreto de retorno do comércio varejista, a recomendação do governador Ronaldo Caiado (DEM) e confirmação do prefeito Iris Rezende (MDB) de que irá acatar o regime 14×14 de isolamento social surpreendeu representantes das atividades econômicas.

Em vídeo divulgado pela Federação do Comércio do Estado de Goiás (Fecomércio), o presidente Marcelo Baiocchi afirma que os empresários estão pagando caro demais pela crise decorrente da pandemia.

“Essa intermitência nos preocupa muito em virtude de como ficará a relação de trabalho? Como ficarão nossos funcionários? Iremos demitir e contrataremos depois?”, indaga Baiocchi. Ele disse que o empresariado goiano precisa ser salvo e não punido neste momento

“Sugerimos que se invista mais não só em isolamento, que é uma parte importante, mas também no tratamento precoce, propostas de bandeira, como outras cidades estão fazendo, e, assim, não há necessidade de uma paralisação prolongada. Paralisariam em períodos mais curtos, finais de semana, períodos mais cedo, pararia a cidade antes das 22h e, assim, seriam ações que teriam o resultado que se espera: menor contaminação”, sugeriu o empresário.

No vídeo, Baiocchi ainda solicitou socorro ao governo estadual e municipal socorro na tributação dos empresários e pediu que se “prorrogue vencimento dos impostos, conceda anistias, não cobre IPTU dos imóveis fechados nesses dias, que não cobrem IPVA dos carros que não vão trabalhar entregando mercadorias, que não cobrem ICMS de mercadorias que ainda não foram vendidas, que use os recursos do Protege para salvar as empresas”.