Acieg ameaça entrar na Justiça contra lockdown 14×14 de Caiado: “Nem fomos convidados para discutir”

É unânime a insatisfação de entidades ligadas aos empresários sobre a possibilidade de quarentena intermitente proposta pelo governador Ronaldo Caiado. A Associação Empresarial da Região da 44 (AER44), Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg) e Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Goiás (Fecomércio-GO) já expuseram contrariedade.

A Associação Comercial, Industrial e de Serviços do Estado de Goiás (Acieg), por sua vez, já adiantou: se não houver alternativas pelo consenso, entrará com uma ação judicial para amparar os empresários goianos., informou o site Mais Goiás.

“Recebemos a notícia todos juntos. O setor produtivo não foi convidado para discutir”, afirma Rubens Fileti, o presidente da Acieg. Segundo ele, essa prática já se tornou uma constante. “O governador não nos chama.”

Fileti contesta, ainda, o atual estudo a Universidade Federal de Goiás (UFG), que serviu de justificativa para a proposta de quarentena intermitente. Segundo o biólogo da universidade, Thiago Rangel, que falou antes de Caiado nesta segunda-feira (29), Goiás pode alcançar as 18 mil mortes até o nono mês do ano, caso a flexibilização seja mantida nos municípios. O Estado tem, atualmente, 437 óbitos registrados.

Dados do site Mapa Brasileiro da Covid-19 informa que Goiás variou de 32,5% a 46,3% neste mês. Desta forma, Rubens defende a necessidade de uma segunda opinião. “Ninguém nem sabe quantos leitos temos hoje em Goiás. Como um estudo prevê o fechamento sem se basear nesses números?”

O presidente da Acieg destaca que a maior preocupação do segmento é com a informalidade. “Vai crescer e não há fiscalização. Os empresários que pagam impostos, é injusto para eles.”