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Mistério: o que move Fabiana Pulcineli e O Popular para desvendar um “crime sem crime”?

A jornalista Fabiana Pulcineli vem assinando uma série de reportagens envolvendo uma negociação entre uma empresa chamada ETS e o Governo de Goiás, através da Codego. A ETS pertence a Matheus Ramos, filho de Carlinhos Cachoeira, e o negócio envolve uma área no Daia.

O assunto desenrolou-se com a jornalista dando ares de “denúncia” para uma negociação que é antiga, pública, e que até mesmo rendeu ao governador Ronaldo Caiado a sua única inauguração em Anápolis: a sede da delegacia da Polícia Civil na cidade, obra paga e feita pela ETS.

Tanta pressão fez com a Polícia Civil abrisse uma investigação e a Codego tomasse o terreno de volta ilegalmente, fato que gerou a transferência do responsável pela empresa de economia controlada pelo estado para o gabinete do governador.

Mas ela não parou de persistir na tese que desenvolveu e continuou fazendo reportagens. Nem mesmo quando a Justiça de Goiás concedeu liminar reintegrando a posse do terreno à ETS, tentando achar complicações na transação comercial.

Agora, o próprio governador, em entrevista à jornalista publicada nesta quinta-feira (2), disse em alto e bom som: não há crime porque a alteração no estatuto da Codego que regula o Daia permite que o negócio aconteça. Segundo Caiado, há “imoralidade”, o está longe de ser crime.

Imoralidade é um conceito subjetivo. É mais distante que, por exemplo, ver conflito de interesses em saber que Fabiana, jornalista de política e envolta em pautas jurídicas como esta, é namorada de um procurador da República. Pode ser imoral? Pode. Ilegal? De forma alguma.

Falta, então, saber o que movimenta tanto a jornalista e a editoria de política de O Popular em insistir em noticiar com ares de “escândalo” um fato que o próprio Caiado admitiu não ter nada de ilegal.

Que mistério.