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Disputa milionária pelo Porto Seco de Anápolis vai parar no CNJ: juiz de Goiás é acusado de beneficiar empresa cliente do filho advogado

Corregedor Nacional de Justiça, Humberto Martins mandou o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) interrogar nesta quarta-feira (8) empresários de uma concessionária federal de Anápolis  e o juiz federal Alaôr Pecini, da 2a. Vara Federal da cidade de Anápolis-GO, por suspeita de direcionamento de processo.

Na denúncia , os empresários da concessionária Porto Seco Centro Oeste, de Goiás, que operam o terminal aduaneiro de Anápolis, acusam o magistrado de ter proferido decisões favoráveis a uma empresa concorrente , a Aurora da Amazônia Terminais – que venceu uma nova licitação para passar a operar o terminal -, que teria entre seus advogados o próprio filho do magistrado.

Diante dos argumentos e dos elementos reunidos pela acusação, Humberto Martins reabriu o prazo de produção de provas do caso e determinou que o juiz e seus acusadores sejam interrogados pelo CNJ nesta quarta-feira (8).

“Assim, de modo  a melhor instruir o feito, propiciando o somatório  de mais elementos  para a formação de um juízo seguro acerca dos fatos, antes de apreciar a pertinência do recurso administrativo, a Corregedoria Nacional de Justiça adotará medidas  diretas de colheita de provas a começar pelos depoimentos das partes envolvidas , decidiu Martins.

Com informações da coluna Radar, da revista Veja