Prisão de Baldy foi ‘muito dura’ e ‘um pouco arbitrária’, diz Maia

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), avaliou a prisão do secretário de Transportes Metropolitanos de São Paulo, Alexandre Baldy (PP), como “muito dura” e “um pouco arbitrária”.

Ao ser questionado sobre a prisão do aliado em uma entrevista ao canal do historiador Marco Antonio Villa no Youtube nesta sexta-feira (7), Maia afirmou que ficou surpreso com a decisão.

“Fiquei surpreendido, claro. Não tinha nenhuma informação. Acho que a decisão é muito bruta, muito dura. Prender uma pessoa por causa de um fato de 6 ou 7 anos atrás me parece uma decisão, vamos dizer, um pouco arbitrária”, disse.

Baldy foi preso na manhã de quinta (6), na operação Dardanários, um desdobramento de investigações da operação Lava Jato do Rio de Janeiro. Ele foi um dos alvos de seis mandados de prisão temporária expedidos pela 7ª Vara Federal do Rio de Janeiro, comandada pelo juiz Marcelo Bretas.

Lava Jato

Maia também afirmou que, apesar de ter sido muito importante para o país, sua crítica à Lava Jato é à postura de procuradores da operação Lava Jato. Para ele, a impressão é de que os procuradores não gostam de ser fiscalizados.

“A única crítica que eu faço é que às vezes dá a impressão que os procuradores não gostam de ser fiscalizados. No sistema brasileiro, a Procuradoria-Geral da República e o Procurador-Geral coordenam os trabalhos de todos os Ministérios Públicos. E junto com o corregedor do CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público), eles têm o papel de impor e colocar os limites, investigar os excessos.”

Maia disse ser negativo no processo de fiscalização a falta de julgamento e punições por parte do CNMP.

“A única questão que eu acho que é negativa nesse processo todo é que o Conselho Nacional do Ministério Público, diferente do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), julga muito pouco, pune muito pouco, em relação àquilo que eu acredito que há de processo e que deveria ter algum tipo de punição por parte do Conselho.